Pesquisador da Embrapa Gado de Leite define como será a Vaca do Futuro
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Pesquisador da Embrapa Gado de Leite define como será a Vaca do Futuro

O pesquisador Marcos Vinicius Barbosa da Silva – Zootecnista com Mestrado em Zootecnia e Doutorado em Genética e Melhoramento pela Universidade Federal de Viçosa – vem desenvolvendo pesquisas para tornar a vaca leiteira brasileira mais eficiente e produtiva.

A base de seu trabalho é a raça Girolando, para a qual tem desenvolvido um projeto de melhoramento genético que promoveu aumento de produtividade de 60% nos últimos 18 anos. Em suas palestras o pesquisador tem se referido ao que chama de "vaca do futuro".

Vaca girolando

Vaca da raça Girolando. Fonte: Banco de Imagens da Embrapa Gado de Leite (2013)

A definição de "vaca do futuro", segundo o pesquisador, pode variar entre países por diferentes razões, como clima, temperatura, sistema de produção, etc.

Como será a Vaca do Futuro no Brasil?

No caso do Brasil, "acreditamos que no futuro a vaca leiteira deverá produzir grandes volumes de leite de qualidade em sistemas de produção sob pastejo, com redução na intensidade de produção de gases de efeito estufa".

"Ao mesmo tempo, as vacas serão menores em estatura, mais leves e resistentes a doenças e com poucos problemas de cascos e de saúde".

Acredita-se que esses animais deverão ser bastante eficientes do ponto de vista alimentar, produzirão menor quantidade de dejetos e, por isso, provocarão menos danos ao meio ambiente e às pastagens.

A pecuária de leite está sendo impactada pelos novos avanços tecnológicos e pelas inovações digitais. No futuro, as vacas estarão adaptadas ao uso intenso de tecnologias, como imagem espectral, para prover análises e tomada de decisões em tempo real, que possibilitem o aumento de margens, melhoria de produtividade e redução de custos na atividade leiteira.

O pesquisador da Embrapa ressalta que a o melhoramento genético é uma tecnologia que pode ser utilizada amplamente por qualquer produtor, seja ele pequeno, médio ou grande. "Além de garantir aumento da lucratividade, em função da maior quantidade de leite produzido, ela pode ser uma ferramenta auxiliar para o descarte precoce de fêmeas de baixo potencial genético, evitando gastos desnecessários com a recria de animais improdutivos".

Os resultados do Programa de Melhoramento Genético saltam aos olhos. No ano de 2000, a média de produção de leite das vacas da raça Girolando era ao redor de 4.000 Kg/lactação e, em 2018, esse volume ultrapassou os 6.000 Kg. Um aumento em torno de 60% em apenas 18 anos. Nesse mesmo período, houve redução de cerca de 40% na intensidade de emissão de gás metano.

Trechos deste post extraídos do Anuário Leite 2020 da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Gado de Leite.

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