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Tilápia, a estrela da piscicultura capixaba (28-11-09)

Venda de tilápias vivas em Santa LeopoldinaO estado produz quatro mil toneladas de Tilápia por ano.

A tendência é que o número cresça nos próximos anos

O Brasil possui um grande potencial para o desenvolvimento da piscicultura, devido ao clima favorável e a disponibilidade hídrica adequada. A atividade responde por cerca de 5% do Produto Interno Bruto - PIB nacional. Em média, são produzidas 220 mil toneladas de peixes anualmente, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO. 150 mil brasileiros trabalham na aquicultura, sendo a maioria microprodutores.

O mercado piscicultor está em ascensão no Espírito Santo, que produz quatro mil toneladas de Tilápia anualmente. A tendência é de que a produção aumente cerca de 10 a 15% ao ano, entre 2010 e 2015. O norte do estado é a região que se destaca na piscicultura.

A atividade tem contribuído com a melhoria de renda e da qualidade de vida dos pequenos produtores rurais capixabas. Eles, Para começar a produzir, o criador precisa de capacitação, além de um local adequado para a realização da atividade, com qualidade e quantidade adequadas de solo, água e topografia, conforme destaca o instrutor do treinamento da área, Fabiano Giori.

“A piscicultura gera renda para os produtores rurais, desde que se faça o uso de técnicas aprimoradas que contribuam para o bom andamento da atividade e que considerem a mesma como um empreendimento. O planejamento é algo indispensável para o sucesso”, afirma Fabiano.

Tilápia

90% dos pedidos de alevinos (filhotes de peixes) no Espírito Santo são de Tilápia. A espécie que possui grande resistência a doenças, permite altos níveis de produtividade e baixos custos de produção. Além disso, se desenvolve em vários ambientes e com sistemas de produção diferentes.

O peixe se alimenta basicamente de proteína vegetal, possui grande mercado potencial, e pode ser comercializado de diversas formas: inteiro, fresco, congelado, em filés, entre outras.

O rendimento do filé de Tilápia é de 35%. Seus resíduos que respondem por 65% do peixe podem ser transformados em farinha (18%) e óleo (12%).

Outras espécies de peixes cultivadas no Espírito Santo são a Carpa e o Tambaqui, em sistemas como os do “pesque e pague”, sem grande interesse de comercialização.

O instrutor Fabiano Giori deixa um alerta para os piscicultores: “É necessário que os produtores fiquem atentos desde a aquisição de alevinos até o abate, passando por todo processo de produção, tomando alguns cuidados, especialmente com a qualidade da água, alimentação, predadores e doenças”.

Comercialização

O escoamento da produção de peixes no Espírito Santo varia muito. Ele pode ser comercializado in-natura ou beneficiado (filé), dependendo do volume de produção e da região.

Atualmente, a tilápia apresenta custo em torno de R$2,30 a R$2,80 por quilo produzido e o preço de venda varia de R$3,20 até R$5, sendo a ração responsável por 80% do custo de produção. O produtor ainda pode agregar valor ao produto comercializando o filé, que possui preço de venda mais elevado: R$ 15 em média.

Aproveitamento dos resíduos

No Espírito Santo, o couro do peixe é aproveitado para a fabricação de pururuca. Da carcaça produz-se a farinha, porém ainda em pequena quantidade. O curtimento do couro ameniza a poluição ambiental, devido à redução da quantidade de resíduos despejados na natureza.

Outros produtos são fabricados a partir dos restos da Tilápia no Brasil: polpa de peixe, empanados, almôndegas, hambúrguer, quibe, molho de macarrão. Do couro nascem mantas, calçados, acessórios, móveis e gelatina.

O Senar/ES realiza treinamentos para o curtimento de peles de peixes a fim de ser utilizada como matéria prima de artesanatos. Da pele curtida podem ser produzidas peças artesanais, ensinadas na capacitação com o objetivo de aumentar a renda da família rural.

Fique ligado!

O Senar/ES já realiza treinamento em Piscicultura e Artesanato em Couro de Peixes. Os interessados podem obter informações através do telefone (27) 3185-9202 ou pelo site www.faes.org.br

Conheça a experiência de quem já está na área: Cooperativa Sustentável

Uma alternativa para aqueles que desejam investir em piscicultura, mas não têm recursos suficientes é formar uma cooperativa. A Associação de Pescadores da Lagoa Juara, do município da Serra, é um bom exemplo de cooperativa que vem dando certo. Fundada em 2002, pelo pescador autônomo Elias Floriano Fegem, a associação conta atualmente com 31 associados.

A proposta da cooperativa era obter renda que pudesse sustentar as famílias e reduzir a problemática gerada na região em razão da diminuição dos estoques naturais de peixe devido à pesca ilegal e à poluição das águas.

“O nosso desejo de trabalhar e garantir o nosso sustento através da piscicultura só se deu com a nossa união. A associação é a melhor forma de se investir quando não se tem recursos”, destaca um dos associados da Lagoa Juara, Reinaldo Pereira Bonfim.

O projeto de piscicultura da Lagoa do Juara desenvolve na Serra a piscicultura em tanques-rede. Em menos de sete anos, a associação tornou-se uma cooperativa auto-sustentável. Com 150 tanques de criação, duas balsas de apoio, duas embarcações e equipamentos diversos para a prática da piscicultura, a associação produz cerca de uma tonelada por mês e se dedica apenas a produção de tilápias tailandesas, devido a sua boa resistência e desenvolvimento rápido.

No dia 3 de abril deste ano a associação inaugurou o Restaurante do Projeto de Piscicultura, que vem fazendo sucesso na região da Serra e agregou valor aos produtos da associação.

Marcelle Desteffani
Iá! Comunicação

Veja neste trabalho do SEBRAE como começar uma produção de peixes, é só clicar no link abaixo:

http://www.sebraemg.com.br/Geral/arquivo_get.aspx?cod_areasuperior=2&cod_areaconteudo=231&cod_pasta=234&cod_conteudo=1480&cod_documento=82

6 Comentários

  1. ola essa materia sobre a tilapia capixaba me cahamou atençao onde posso encontrar estes alevinos para comercializaçao ai no ES obrigado aguardo retorno

  2. gostaria de obter informaçao ,onde a associação compra os alevinos de tila´pia?
    obrigado

  3. chupa a minha rola seu zé ruéla!!!

  4. Qual é o aumentativo de dacuéba e o de piruéba?
    Aguardo retorno,
    Obrigado.

  5. alevinos de tilápias e outras especies - e mail aquiculturatropical@infonet.com.br

  6. e mail :aquicultura tropical @infonet.com.br -alevinos de tilápias e outasr especies

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Roberto Ribeiro - Gestor Ambiental e de Agronegocio