O cacau irrigado no Extremo Sul baiano já é garantia de produtividade (19-08-10)

Mudanças na forma de cultivo e investimentos nas lavouras de cacau têm sido as soluções encontradas pelos agricultores para melhoria na produtividade. Uma novidade que tem atraído os produtores da Bahia é a implantação da irrigação nas lavouras de cacau. O sistema melhora a capacidade de produção do fruto e agrega valor a plantação.

No extremo sul do estado o uso da irrigação nas plantações, segue o modelo do estado do Espírito Santo, mas ainda não dispõe de mão-de-obra qualificada para manutenção do equipamento como afirma o especialista em irrigação, Palmerino Dalmonech: “O sistema muda totalmente a maneira de trabalhar. Alguém que conheça esse trabalho é um problema que encontro aqui na região, ás vezes é preciso trazer alguém treinado de outro estado”.

Com o sistema de irrigação, além do controle da umidade do solo é possível inserir o adubo direto na água, prática que é conhecida como fertirrigação. E ajuda no controle e aumento da produtividade da colheita.

O custo com a implantação do sistema de irrigação ainda é alto, e necessita de uma boa reserva de água. Mas, os gastos são compensados por causa da mudança na prática do manejo e na qualidade dos frutos. A prática é totalmente favorável ao produtor: “Quem vê, acredita, faz e só tem o que ganhar”, conclui Dalmochi em reportagem para a TV Mercado.

Irrigação é uma técnica que controla o fornecimento de água para as plantas: é dispensada a quantidade suficiente de água no momento certo, assegurando a produtividade e a sobrevivência da plantação.

Fonte: Mercado do Cacau

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Agronegócio. Cafezal dá lugar ao cultivo da framboesa. (19-07-10)

Para quem tem a oportunidade de visitar a plantação de framboesa, em Santa Maria de Jetibá, que tem 8 mil pés, fica até difícil de acreditar que tudo isso começou há um ano e com apenas cinco pequeninas plantas. O que, no início, poderia parecer uma experiência sem entusiasmo contagiou todos os integrantes da família. Hoje, eles estão priorizando o plantio da fruta exótica e substituindo parte das lavouras de café pela framboesa e por outras frutas.

Colher diariamente as frutinhas de framboesa, produzir geleia, vinho e suco, vender os produtos e a própria fruta congelada ou in natura são rotinas que já fazem parte da vida da produtora rural Silvana Pinheiro, de seu pai, Sebastião, e de sua mãe, Marly. Hoje toda a família se rendeu à “maluquice” da caçula Silvana, 27 anos.

Ela ri ao lembrar que foi chamada de maluca quando chegou em casa com as cinco mudinhas de framboesa, que foram distribuídas pelo secretário municipal de Agropecuária, Wanderley Stuhr, aos participantes de uma reunião coordenada por ele. Quando ela entregou as mudas ao pai, informando tratar-se de uma novidade, ele, ao constatar a presença de espinhos nas pequenas mudas retrucou: “Que presente de grego você me trouxe”.

Apesar da desconfiança de todos em casa, Silvana decidiu plantar as mudas e delas cuidar. As plantinhas foram crescendo, e logo surgiram as primeiras frutinhas. “Quando vi aquelas frutas, pensei: se é novidade, isso terá mercado”, conta a produtora. Segundo Marly, ela “é diferente dos outros filhos por estar sempre em busca de coisas novas e de gostar de algo diferente”.

Produção
Com os frutos colhidos diariamente, Silvana e Marly começaram a produzir geleia, sucos e vinhos. O sabor dos produtos conquistou todos da casa, a vizinhança e também o mercado. O pai de Silvana deixou, antes desconfiado, foi conquistado pelo sabor da frutinha diferente e hoje nem quer mais saber de plantar café e gengibre. É ele quem cuida da produção de novas mudas e da poda das plantas, garantindo produção o ano inteiro.

Sebastião está tão encantado com a fruticultura que, além de framboesa, já está cultivando amora preta (mil pés) e maçã (200 pés). Está fazendo experiência com o mirtilo, que é uma planta muito exigente com temperatura e solo. A amora preta já está em fase de produção, e os pés de maçã terão os primeiros frutos ainda neste ano.

A grande vantagem da framboesa, explica Silvana, é que não exige solo de alta qualidade. O que a planta precisa é de temperatura baixa e umidade permanente. Isso significa que é preciso irrigação diária em períodos sem chuva. Outra vantagem é a facilidade de ampliar a área plantada com as mudas que se formam junto à planta, logo após a poda dos galhos mais velhos.

Produtos logo estarão na Grande Vitória
Na propriedade da família Pinheiro, em Alto Triunfo, no município de Santa Maria de Jetibá, a produção de framboesa é a realização do sonho de Silvana. Na propriedade, que está em processo de certificação pela Chão Vivo, a produção é orgânica. Ela está tão entusiasmada com a experiência que faz questão de mandar um recado para os jovens rurais. “Queria que os jovens que estão na roça não fossem para a cidade. Na área rural tem tanta diversidade, há tanta oportunidade, há tanta qualidade de vida que não é preciso sair. Precisa apenas ter objetivo e trabalhar para alcançar esse objetivo”, avisa. Ela conta que tentou morar na cidade por algum tempo, mas não conseguiu se adaptar. Os 8 mil pés de framboesa, que estão em produção, proporcionam a colheita diária de 40 quilos de fruta. Parte da produção é vendida in natura, para atender aos pedidos. Parte é congelada, e a outra parcela é direcionada para a produção de suco, geleia e vinho. Os produtos são vendidos no próprio município e também na região da Grande Vitória. Fora de Santa Maria de Jetibá, por enquanto as vendas são feitas por sistema de encomendas. Até o final do ano, quando o volume de produção for maior, Silvana pretende disponibilizar os produtos em pontos de venda na Grande Vitória.

Fonte: Agazeta On Line / Texto:Rita Bridi

                                                                                                                                               Douglas Daniel .

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Morango capixaba está livre de tóxicos (25-06-10)

Uma das maiores delícias do inverno capixaba está livre de agrotóxicos, garante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O morango produzido no Estado, que até pouco ficava sob suspeita de conter produtos químicos, está absolvido, como comprova um levantamento do órgão, feito com cerca de 140 amostras, no ano passado.

Espírito Santo, Distrito Federal e Sergipe são os únicos estados do país a conseguir a proeza. Nos demais, a média de amostras com resíduos de agrotóxicos e/ou ingredientes ativos não autorizados para a cultura, chega a 50,8% no caso do morango.

O pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper), José Aires Ventura, comemora o resultado. “Esse é o reflexo do trabalho de educação e fiscalização que vem sendo feito pela Secretaria Estadual de Agricultura nos últimos anos”, ressalta.

Segundo Aires, o agrotóxico vem sendo substituído pelo sistema de produção integrada, que utiliza diversas técnicas para controlar pragas e garantir a qualidade do produto sem a necessidade de aditivos químicos, que podem causar até câncer.

Garantia
Portanto, se você passar pelas Montanhas capixabas, fique tranquilo na hora de comprar sua caixa de morango, especialidade da região. Na estrada ou no supermercado, a dica é conferir se a caixa contém o selo “Morango das Montanhas”, com nome e município do produtor.

“Esse selo garante ao consumidor que a lavoura está sendo acompanhada pelos técnicos do Incaper e fiscalizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf)”, ressalta o pesquisador.

Aires destaca que a mesma técnica de produção integrada está sendo ampliada para outras culturas, mas os dados de alguns itens no Estado preocupam. Abacaxi, alface, mamão, pepino, pimentão e uva são as que mais têm agrotóxico. Já batata, beterraba, cebola, feijão, laranja e maçã, produzidas no Espírito Santo também um bom grau de satisfação na análise da Anvisa.

80% dos pimentões no Brasil estão insatisfatórios
No Brasil, a quantidade de agrotóxicos em legumes, verduras e frutas é preocupante. Ao todo, das 3.130 amostras coletadas pela Anvisa, 29% apresentaram algum tipo de irregularidade: resíduos de agrotóxicos acima do permitido e/ou ingredientes ativos não autorizados para aquela cultura.

Pimentão, com 80% das amostras insatisfatórias; a uva, com 56,4%; e pepino, com 54,8%, foram as culturas consideradas mais problemáticas. O melhor resultado foi o da batata, com irregularidades em apenas 1,2% das amostras analisadas.

Para o pesquisador do Incaper, José Aires Ventura, apenas o excesso de agrotóxicos é prejudicial e não o uso de substâncias irregulares. “Há casos de culturas pequenas, para as quais não há um agrotóxico específico e por isso os produtores usam substâncias usadas em lavouras similares, como o tomate e o pimentão. Se essa irregularidade for descartada - e há uma consulta em andamento para tornar a prática legal - o nível de contaminação vai cair bastante”, pondera

Feira saudável
Dê preferência a alimentos orgânicos, principalmente as verduras, que costumam ter taxas mais altas de contaminação

Mas observe se o produto tem algum tipo de certificação, que garanta que o alimento foi produzido sem agrotóxicos

No supermercado, verifique se os orgânicos longe dos comuns. Se misturados, eles podem ser contaminados

Na feira, esse alimentos orgânicos costumam ser mais baratos do que no supermercado. Pesquise

Higienizar os alimentos pode ajudar a diminuir a concentração dos produtos químicos, mas não é capaz de limpá-los totalmente, pois parte do produto é absorvida pela polpa durante o crescimento

O ideal é lavar todas as frutas e legumes com água limpa e corrente, depois deixar de molho em água com vinagre ou pastilhas de cloro durante no mínimo 20 minutos, e depois lavá-los novamente em água corrente

Vale também deixar os alimentos de molho em uma solução feita com uma colher de sobremesa de água sanitária para cada litro de água. Mas não se esqueça de lavar bem depois

Alimentos com casca grossa, podem ser lavados com escovinha e detergente neutro

Fique atento também na hora de escolher legumes, verduras e frutas. Dê preferência aos produtos da época e típicos da sua região, que precisam de menos químicos para crescer

Quanto mais perfeito o legume, mais agrotóxico ele recebeu. Pequenos furos e bichinhos significam saúde!

Tenha ainda mais cuidado com alimentos que são consumidos com casca ou que têm a casca muito fina como tomate, pimentão e folhas.

Fonte: Agazeta On Line/ Texto: Elaine Vieira
          evieira@redegazeta.com.br

                                                                                                                                        Douglas Daniel.

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‘Sabores da Terra’ começa nesta quinta (10) (10-06-10)

A partir desta quinta-feira (10), a população da Grande Vitória terá uma ótima opção para aproveitar o final desta semana. A partir das 19 horas, na Praça do Papa, em Vitória, tem início a Feira Estadual de Agroturismo “Sabores da Terra”, que prossegue até domingo (13), com uma programação variada e entrada franca.A abertura oficial acontece com as presenças do governador Paulo Hartung, do secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Enio Bergoli, do presidente da Associação de Agroturismo do Estado do Espírito Santo (Agrotures), Jorge Saiter, do superintendente do Sebrae/ES, José Eugênio Vieira, de prefeitos municipais, outras autoridades e produtores.

Nos quatro dias de programação, os visitantes terão acesso a comidas típicas, apresentações musicais, danças pomerana, italiana e holandesa, doces cristalizados, geléias, biscoitos, grupos de congo, orquestra de violão, concertina, quadrilha, exposição de gados, oficinas, etc. Ao todo serão 900 produtores, de 65 municípios, expondo e comercializando produtos variados, em 280 espaços.

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Câmara dos Deputados recebe relatório final sobre Código Florestal (10-06-10)

Foi apresentado nesta terça, dia 8, na Câmara dos Deputados, o relatório final da comissão que analisa mudanças na legislação ambiental. O texto mantém a obrigatoriedade da Reserva Legal em 20% na Mata Atlântica, 35% no Cerrado e 80% na Amazônia. Já as propriedades com até quatro módulos estão dispensadas da regra, mas devem manter as Áreas de Preservação Permanente.

Em relação ao desmatamento, está proibido, por cinco anos, o corte raso de floresta nativa para a abertura de novas áreas destinadas à agricultura e pecuária.

Os Estados vão poder participar da elaboração de normas ambientais, mas continuam subordinados à legislação federal. É o caso da preservação na margem dos rios. O limite ficou estabelecido em 15 metros de distância, mas pode ser flexibilizado em 50% para mais ou para menos.

Houve fila para entrar no plenário e muita discussão entre os deputados. Até que o relator da proposta que altera o Código Florestal começou a leitura das 274 páginas.

O documento, elaborado pelo deputado Aldo Rebelo, do PCdoB de São Paulo, causou divergências entre os parlamentares. A bancada ruralista aprovou as mudanças, enquanto os ambientalistas criticaram.

Após ser aprovado em plenário na Câmara, o documento também vai ser discutido no Senado, antes de ir à votação na Casa. Porém, os próprios parlamentares descartam uma decisão final ainda este ano.

Fonte: Canal Rural

Roberto Dias Ribeiro

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Baixo estoque de café e quebra na produção dá esperança aos produtores capixabas (07-06-10)

caféA declaração do secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone, de que os estoques de café estão caindo em todo o mundo, animou os produtores rurais capixabas. Os estoques brasileiros nunca estiveram tão baixos. O governo tem em mãos cerca de 1,7 milhão de sacas, referentes ao exercício dos contratos de opção, lançados no ano passado, e mais cerca de 400 mil sacas de grãos de safras velhas.

“A notícia é boa para os cafeicultores capixabas, porque como estamos num período de safra baixa os preços tendem a subir, pelo menos um pouco”, destaca o presidente da Comissão Técnica de Café da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), José Umbelino de Castro.

Bertone disse também que países concorrentes do Brasil enfrentam problemas na produção, principalmente de natureza climática. A Colômbia, por exemplo, perdeu a posição de segundo maior produtor mundial, para agora ficar atrás do Brasil, Vietnã e Indonésia.

O Estado do Espirito Santo tambem vem apresentando uma quebra na safra de cerca de 30% no café conilon de acordo com as ultimas pesquisas realizadas em campo com os produtores, principalmente nos campos de café sequeiro(sem irrigação).

Roberto Ribeiro

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Greve na agricultura. (02-06-10)

E-mail 037/2010  Cachoeiro de Itapemirim – ES, 02 de junho de 2010.

Prezado Colega,

Hoje a 1ª manchete no Bom Dia Brasil é que o Congresso Nacional deu aumento de até 47% para funcionário legislativo, cerca de 4 500 funcionários; cada diploma de cursos conta 5% no aumento salarial, chegando a um número muito grande de servidores, a atingir o teto salarial de mais de R$ 27.000,00 mil reais. Com esse aumento o País vai gastar mais de meio bilhão segundo o repórter da globo Alexandre Garcia. Aqui no Espírito Santo fala-se em lei eleitoral para impedir que o governo corrija a injustiça cometida com a edição das Leis 442 e 443, que aumentou o salário de apenas parte dos servidores do INCAPER e IDAF. Ontem em Assembléia na SEAG / Vitória- ES, cerca de 200 servidores indignados com a postura governamental resolveram entrar de greve geral por tempo indeterminado. Espera-se que os colegas que foram alcançados pela Legislação 442 e 443  e que hoje tem um salário melhor. Reflitam que se hoje as coisas estão melhores foi pelo esforço de todos, por isso precisamos da união de todos trabalhadores (servidores) dos mais simples aos mais graduados para não deixar perpetuar injustiças que com certeza criarão motivações e divisões indesejáveis para essas duas empresas com avaliação bastante positiva pela sociedade.
Atenciosamente,
Antonio Carlos Balbino
Presidente do SINTAES

Fonte: Sintaes- Sindicato de Nivél Medio dos Técnico Agrícola ES.

www.sintaes.com.br

Delegado Regio. de Serra.

Douglas Daniel

Técnico Agricola.

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Bahia aumenta a área plantada com graviola (14-05-10)

De acordo com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia- ADAB, o estado conquistou o status de maior produtor mundial de graviola e já ocupa 800 hectares do sul baiano, distribuídos entre os municípios de Una, Valença, Gandu, Ilhéus, Wenceslau Guimarães e Tancredo Neves. A Bahia produz oito mil toneladas por ano. A maior parte da produção pertence a agricultores familiares e o cultivo da fruta vem se consolidando como uma alternativa na diversificação agrícola. Os ótimos preços e a boa produtividade da fruta têm incentivado os produtores rurais a aumentar a área cultivada.

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Criado Instituto para incentivar o desenvolvimento sustentável do café no Espírito Santo (04-05-10)

Diretor Geral Napoleão Penna Filho discursa no Lançamento da EntidadeAcaba de ser lançado no Espírito Santo o Instituto de Desenvolvimento Social Sustentável do Café (INCAFÉ) com o objetivo principal de aproximar os vários grupos que atuam neste mercado, potencializando a cadeia cafeeira, com propostas que corroboram com as estratégias do novo Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (PEDEAG).

Com frentes consolidadas de serviços prestados em quase todo o Estado, o Centro de Treinamento em Preparação de Cafés - CTPC-ES, origem principal do INCAFÉ, o Instituto tem além de uma arrojada equipe de profissionais de ponta, a assessoria institucional da ABRAGES - Agência Brasileira de Gestão Social e Tecnologia da Informação.

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Custo da produção de café capixaba será analisado (26-03-10)

Atarso na colheita do café afeta mercado

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou esta semana, na cidade de Iúna, os primeiros painéis de custo de produção de café, dentro do projeto Campo Futuro. Na quinta-feira, 25 de março, o levantamento seguiu na cidade de Vila Valério e na sexta-feira (26) será a vez do município de Jaguaré sediar o painel.
“As informações obtidas a partir destes painéis servirão para orientar o produtor rural na gestão da sua propriedade rural e na tomada de decisões em sua atividade”, destaca o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária - Faes, Júlio Rocha.

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Glifosato a preço mais barato. (23-02-10)

A Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo - Faes ao lado da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA apóia uma campanha a favor da manutenção da alíquota reduzida para o glifosato, principal matéria-prima para a fabricação de herbicida, muito usado na produção de grãos. A tarifa de importação que até 2008 era de 35,8% é hoje de 2,1%. As entidades já encaminharam aos ministros que compõem a Câmara de Comércio Exterior - Camex ofícios defendendo posição contrária à proposta de revisão do imposto.
O aumento da tarifa pode gerar elevação nos custos de produção agrícola, diminuição nas opções de fornecimento do insumo no Brasil e fortalecimento da tendência ao oligopólio de mercado desse produto. A CNA, desde 2008, participa do processo investigatório do direito de tarifa antidumping, concedido à principal empresa fornecedora do glifosato ao Brasil e observou que o mercado não poderia permanecer com predomínio de uma única empresa, praticando preços baseados em margem de lucro a ela conveniente e por isso apóia a redução do imposto aprovada desde 2008 pelos ministros da Camex.

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Governo Federal compra café para regular preço. (23-02-10)

Os cafeicultores capixabas que optarem por vender o café arábica para o Programa de Aquisição do Governo Federal - AGF já podem procurar a Companhia Nacional de Abastecimento - Conab, que é quem executa a compra e estocagem do produto. A Companhia está pagando os seguintes preços: R$ 261,69 para o tipo 6, bebida dura para melhor, R$ 254,01 para o tipo 7, bebida dura, R$ 240,16 para o tipo 7, bebida riada e R$ 213,16 para o tipo 7, bebida rio. O presidente da Comissão de Café da Federação da Agricultura do ES (Faes), José Umbelino de Castro, explica que todas as aquisições são acrescidas de reembolso do valor da sacaria.
Para participar basta procurar a Conab e marcar a data de entrega nos armazéns, pelo telefone: (27) 3041 4005.

Preços
R$ 261,69 - Arábica tipo 6, bebida dura para melhor
R$ 254,01 - Arábica tipo 7, bebida dura
R$ 240,16 - Arábica tipo 7, bebida riada
R$ 213,16 - Arábica tipo 7, bebida rio

Mais informações:
Faes - (27) 3185 9230

 Iá! Comunicação / Marcelle Desteffani

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Queda no PIB agropecuário afeta produtores capixabas (23-02-10)

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária brasileira caiu 6% em 2009 e fechou o ano na marca de R$ 718 bilhões. Em 2008, o PIB do setor atingiu R$ 764,6 bilhões, ou seja, a retração representa perda de R$ 45 bilhões na renda do agronegócio nacional. Os números foram anunciados nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), levando em consideração os resultados acumulados entre janeiro e novembro de 2009.
 

A diminuição no volume de entrega de fertilizantes para o cultivo da atual safra contribuiu para a redução do PIB, fazendo com que os produtores rurais capixabas fossem atingidos. Na pecuária, a baixa rentabilidade com a venda de animais obrigou aos produtores a não adquirir os compostos nutricionais para alimentar os rebanhos, optando pelo uso do milho, o que prejudicou a indústria de rações e também ajudou na queda do PIB.
 
“Os preços foram bons, a comercialização fluiu, mas o produtor rural perdeu renda em 2009”, afirma o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo – Faes, Júlio Rocha. O produtor rural sofreu um processo de descapitalização no ano passado e tende a enfrentar dificuldades que não se limitam à redução dos tratos culturais. Há possibilidade do setor precisar de mais acesso a linhas de capital de giro.
 

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A invasão silenciosa (01-02-10)

Já fazem algumas décadas que a região serrana foi “descoberta” pelos
moradores da Grande Vitória. Com o passar do tempo, não satisfeitos em
passar finais de semana ou férias, resolveram ter um pedacinho de terra nas
montanhas.

Domingos Martins sempre foi o destino preferencial, juntamente com outros
municípios do eixo da BR 262. A proximidade com a capital e com Vila Velha
foi a grande estimulante da corretagem e do surgimento da figura do
“sitiante”, aquele proprietário que tem terra para lazer e descanso.
Os últimos anos, porém, não abrandaram os movimentos de migração dentro da
Grande Vitória para sua parte norte - um ótimo exemplo é a explosão de
unidades habitacionais no bairro Jardim Camburi. Agora, a bola da vez parece
ser mesmo o município da Serra. Basta observar a quantidade de condomínios
residenciais de médio e até de alto padrão que vão mudando a cara daquela
cidade.
O certo é que parte da classe média no Estado estará morando na Serra nos
próximos anos. E o que isso tem a ver com a região de montanhas? Pode ter
muita coisa. Principalmente a geração de uma nova dinâmica de ocupação
imobiliária por sitiantes.
A Serra já conta com acessos pavimentados do litoral para a sua Sede. O que
não existia até poucos meses atrás. Praia Grande, vizinha de Nova Almeida,
está praticamente com a estrada que a liga com a sede de Fundão pronta.
Faltam cerca de 1,5 km de pavimentação e a conclusão de duas pontes.
Com certeza, até a eleição de 2010 o governador fará questão de inaugurá-la.
Isso tudo significa o surgimento de novas rotas entre o litoral e as
montanhas. Só que desta vez o destino será Santa Teresa. E sem o incômodo e
risco de acesso exclusivo por uma estrada perigosa como a BR 262. Vale
destacar que a rodovia entre Fundão e Santa Teresa já está sendo
revitalizada e ampliada, e que a pavimentação da estrada entre Santa
Leopoldina e Santa Teresa já vem sendo anunciada.
É muito provável que nos próximos anos Santa Teresa experimente uma
“explosão” e valorização imobiliária com os novos sitiantes que, oriundos do
município da Serra, terão na doce terra dos colibris sua alternativa de
paraíso de final de semana.
É possível estimar que tal contexto reduza a atual pressão (e valores) sobre
terrenos em Domingos Martins , Marechal Floriano e demais vizinhos da BR
262. Também como é cabível admitir que a expansão sobre Santa Teresa, se não
for bem planejada, poderá gerar impactos/estragos sociais, econômicos e
ambientais como os que são visíveis em Domingos Martins e região.

Fabrício Ribeiro, jornalista

 

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Gerente-geral da Embrapa Café participa da entrega de prêmio no ES (09/12/2009) (11-01-10)

Ações do documento

O gerente-geral da Embrapa Café, Aymbiré Francisco Almeida da Fonseca, participou, no  sábado (05), em Venda Nova do Imigrante, ES, da entrega da premiação aos vencedores da nona edição do Prêmio Cafuso/UCC das Montanhas do Espírito Santo. O prêmio, considerado o ‘Oscar’ da cafeicultura arábica capixaba, teve como vencedor o cafeicultor Francisco Braga, do município de Afonso Cláudio, Região Serrana do Estado.

A amostra de café do produtor foi a melhor entre as 440 concorrentes, garantindo o prêmio máximo do concurso, R$ 20 mil, na etapa final, além de R$ 5 mil, recebido na classificação municipal.

Participaram da entrega do prêmio o vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, o diretor-presidente do Incaper e coordenador técnico do concurso, Evair Vieira de Melo, o prefeito local, Dalton Perim, o presidente do Grupo Tristão, Sérgio Tristão, o gerente-geral da Ueshima Coffee Company (UCC), Shota Takemoto, secretários de Estado, prefeitos da região e aproximadamente 800 cafeicultores.

Para Aymbiré Fonseca, essa iniciativa é inovadora e de grande importância para a sustentabilidade da agricultura, pois leva em consideração, para a entrega do prêmio, não apenas a qualidade do produto, mas também os fatores ambientais e sociais da produção.

Com participantes de 16 municípios capixabas, o 9º Prêmio Cafuso/UCC das Montanhas do Espírito Santo distribuiu R$ 400 mil em premiação. O objetivo é incentivar os produtores na busca constante da melhoria da qualidade, como meio mais eficaz de conquistar novos mercados e atender a crescente demanda por produtos diferenciados.

Incaper recebe prêmio Finep 2009

Aymbié Fonseca comentou, na ocasião, a premiação do Incaper, uma das instituições fundadoras do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, como vencedor do prêmio Finep 2009 para a região Sudeste na categoria “Tecnologia Social”. “Apesar de não ser este prêmio ligado ao café, a premiação reveste-se de importância para o Consórcio por ser o projeto vencedor ligado à agricultura familiar, que detém a maioria da produção de café no Brasil, além de contribuir para a sustentabilidade agrícola, na medida em que trata-se de tecnologia de baixo custo, capaz de proporcionar a redução de impactos no ambiente e de estimular o crescimento do agroturismo, diversificando as fontes de renda”, afirmou.

Promovido pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o prêmio Finep é o principal do setor no Brasil e um instrumento criado para identificar, divulgar e premiar esforços inovadores desenvolvidos e aplicados no território nacional.

O Incaper concorreu com 28 instituições na categoria Tecnologia Social e venceu com o Projeto Cores da Terra – técnica de produção artesanal de tinta, a partir de terras variadas, água e cola. Ao todo, foram 209 inscrições para a Região Sudeste, de seis categorias.

Esta é a segunda vez que o Incaper vence o Prêmio Finep, considerado o Oscar da inovação. Em 2007, alcançou o primeiro lugar como Instituição de Ciência e Tecnologia da Região Sudeste.

Agora, os primeiros colocados das categorias Micro/Pequena Empresa; Média Empresa; Grande Empresa; Tecnologia Social; Instituição de Ciência e Tecnologia; e Inventor Inovador, em cada região do Brasil, disputam a etapa nacional, que acontece dia 08 de dezembro, em Brasília. Os vencedores nas etapas regionais e nacional dividirão R$ 29 milhões em financiamentos pré-aprovados pela Finep. Desse total, R$ 9 milhões serão de recursos não reembolsáveis (que não precisam ser devolvidos) e até R$ 20 milhões em recursos reembolsáveis.

Cores da Terra

Desenvolvido no Espírito Santo desde 2007, o “Cores da Terra” é uma técnica de obtenção de tintas, a partir de diferentes tipos de terra que, misturada a ingredientes como água, cola e pigmentos de plantas, resulta em tintas de cores e tons variados.

A técnica é executada nos princípios da bioarquitetura e agroecologia. Inicialmente desenvolvida no Departamento de Solos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), foi introduzida no Espírito Santo pela coordenadora do Programa de Agroturismo do Incaper, Maria das Dores Perim, e pela coordenadora do Programa de Atividades Não-Agrícolas, Durnedes Maestri, que criaram o Projeto.

Atualmente, mais de quatro mil pessoas de diversos estados brasileiros já receberam treinamento, entre agricultores, artesãos, professores e estudantes, sendo que o público feminino responde por mais de 70% dos participantes.

Jurema Iara Campos (MTb 1.300/DF)
Com informações de Lorena Fraga/Incaper.
Fone: (61) 3448-4085
jurema.campos@embrapa.br
http://sac.sapc.embrapa.br

Douglas Daniel

Técnico Agrícola

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